Em busca de um propósito de vida

Eu acho que, às vezes, nós começamos a tropeçar quando começamos a questionar “Qual é o propósito da minha vida?”. Podemos pensar que a resposta requer algum tipo de grande missão com muito impacto externo ou algo muito visível ou que nos torne famosos.

Na verdade, acredito que uma das expressões mais profundas do propósito da vida é simplesmente voltar ao ponto zero e dizer que o propósito de nossa vida é ser um ser humano decente. Que o desenvolvimento da generosidade, da bondade e compaixão e estar atento em afastar todos os dias os hábitos que temos que não nos agrada, é realmente o propósito da nossa vida mais genuína.

Ser um ser humano decente se reflete nas pequenas ações que nos envolvem todos os dias – do modo como falamos com as pessoas,  a maneira como escutamos, a maneira como conduzimos, lavamos pratos,  numa mensagem ou email que enviamos, aquilo que pensamos e sentimos. Com cada uma dessas micro ações estamos reforçando certos hábitos. Estes poderiam ser hábitos realmente positivos, como o hábito de ter atenção aos detalhes ou o hábito de receber alguém com bondade, atenção e presença. Toda pequena ação que nos envolve hoje e todos os dias de nossas vidas está solidificando e se tornando padrões habituais mais fortes que determinarão o resto de nossas vidas. E se você acredita em vidas futuras, também poderá fluir ainda mais para lá.

Este constante questionamento sobre o propósito de vida também cria uma sensação de desativação, como se houvesse algo que devemos fazer mas não estamos fazendo.  Não há maior propósito de vida ou contribuição para este mundo do que refinar a si mesmo pouco a pouco, dia a dia, ao longo do tempo criando mais positividade dentro de nossos sistemas. E isso tem um tremendo efeito de ondulação energética porque estamos todos interligados.

Portanto, não precisamos exercer todo esse esforço no mundo externo para fazer as coisas acontecerem, para garantir que “vivamos o propósito da nossa vida”. Onde estamos fazendo coisas acontecer é de dentro. E, simplesmente, com esses pequenos esforços cada dia, para ser um pouco mais conscientes e presentes e amorosos e gentis e atentos a nós mesmos e aos outros, estamos envolvidos em um dos mais profundos propósitos da vida que existe – ser um belo ser humano.

 

Quando morremos, não levamos nenhuma das nossas realizações conosco – sim, é óbvio que é ótimo deixar um legado, mas quando morremos, em última análise, o que deixamos para trás é a impressão que deixamos no  coração das pessoas. Aqueles minúsculos momentos que temos com as pessoas, é isto que deixará lembranças.

Como você se sente sobre o propósito de sua vida? Você pode reformular essa questão para ser mais acessível ~ “Estou me envolvendo em ações positivas, mesmo pequenas, que me ajudem a ser melhor e melhor, todos os dias?”

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