Hábitos que envelhecem

O envelhecimento do organismo como um todo se relaciona com o fato das células somáticas do corpo começarem a morrer e não serem substituídas por novas, como acontece na juventude. Isso está ligado, entre outros fenômenos, ao envelhecimento celular. Fisiologicamente, o envelhecimento está associado à perda de tecido fibroso, à taxa mais lenta de renovação celular e à redução da rede vascular e glandular. A função de barreira que mantém a hidratação celular também fica prejudicada. Dependendo da genética e do estilo de vida, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até a meia-idade. Como a pele é o órgão que mais reflete os efeitos da passagem do tempo, sua saúde e sua aparência estão diretamente relacionadas aos hábitos alimentares e ao estilo de vida escolhido.

Tabagismo

Cigarro não apenas faz mal à saúde, desencadeando o surgimento de diversos tipos de câncer e problemas de coração, como também causa danos à pele. Desde o envelhecimento precoce, como manchas e rugas, até flacidez.

Acontece que o cigarro é uma generosa fonte de toxinas e outras substâncias (entre elas, a nicotina) que aumentam a produção de radicais livres (moléculas instáveis que agridem a pele, acelerando seu envelhecimento) e atrapalham o funcionamento natural da mesma. Sendo a pele o maior e mais exposto órgão do corpo humano, essas agressões ficam logo visíveis, especialmente no rosto, onde é mais fina e sensível.

As consequências mais comuns do cigarro são: perda do colágeno; surgimento de rugas e linhas de expressão próximas à boca; manchas que tornam o tom da pele irregular, levemente acinzentado e opaco e poros mais dilatados e com cravos mais aparentes. Além disso, o cigarro é fator de risco para alguns tipos de câncer de pele porque causa mutações no DNA celular.]

Estresse

O estresse pode sim acelerar o envelhecimento da pele, pois tem repercussões comprovadas em diversos órgãos do corpo humano. O estresse crônico carrega ainda a possibilidade de piorar doenças de pele como dermatites, psoríase, acne, além da queda de cabelo.

Os mecanismos para compreender a relação entre estresse e envelhecimento da pele ainda não foram completamente esclarecidos. O que se sabe é que o problema aumenta a produção de adrenalina, que diminui a circulação sanguínea da pele, a qual se torna menos irrigada e com menor taxa de regeneração, ficando mais opaca e sem brilho.  Outra maneira do estresse afetar a pele é aumentando a produção de radicais livres, os quais em grande quantidade atacam as células saudáveis da pele.

Álcool

O consumo exagerado de álcool altera a produção de enzimas e estimula a formação de radicais livres que causam o envelhecimento. A exceção à regra é o vinho tinto que, se consumido moderadamente, tem ação antiradicais livres, pois é rico em flavonoides e em resveratrol, potentes antioxidantes.

Níveis elevados de açúcar no sangue e glicação

A glicose é um combustível celular vital. No entanto, a exposição crônica à glicose pode afetar a idade do corpo por um processo chamado de glicação. Ela pode ocorrer pela exposição crônica ao açúcar exógeno, nos alimentos, ou endógeno, como no caso do diabetes. A consequência principal desse processo é o estresse oxidativo celular, tendo como consequência o envelhecimento precoce.

Alimentação de baixa qualidade

Uma dieta não balanceada contribui para o envelhecimento da pele. Existem elementos que são essenciais e devem ser ingeridos para repor perdas ou para suprir necessidades, quando o organismo não produz a quantidade diária suficiente. O excesso de açúcar também “auxilia” a pele a envelhecer mais depressa, como já foi dito anteriormente.

Poluição

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A poluição, assim como a radiação solar – faz parte de um grupo de agentes nocivos ao qual estamos expostos todos os dias e que aceleram o ciclo vicioso do envelhecimento cutâneo por agir de duas formas: aumentam a produção de radicais livres e seus danos, e reduzem as defesas antioxidantes existentes na pele. Não podemos esquecer também da poluição eletromagnética. O contato cada vez mais frequente com a luz visível, emitida pelos computadores, celulares e aparelhos de TV, acelera o envelhecimento precoce. Por penetrar de forma mais profunda na pele, promove uma pigmentação mais difícil de tratar, promovendo o surgimento de manchas.

Radiação solar

A luz solar estimula a produção de vitamina D, ajuda a controlar algumas doenças crônicas da pele (como psoríase) e causa uma sensação de bem-estar. No entanto, a luz solar em excesso é uma das causas do envelhecimento prematuro da pele. O dano à pele causado por exposição prolongada à luz solar é conhecido como fotoenvelhecimento. A exposição à luz UV causa rugas finas e profundas, pigmentação irregular, manchas grandes semelhantes a sardas chamadas lentiginas, tez amarelada e textura de pele mais áspera.

Beber pouca água

A pele humana é coberta pelo manto hidrolipídico, um composto de água e ácidos graxos que protege o corpo. Sua principal função é impedir a entrada de micro-organismos nocivos, como vírus, fungos e bactérias. Além disso, a barreira protetora também diminui a perda de água em forma de evaporação. O líquido ainda compõe o material que fica entre as células da pele, fazendo parte da sustentação. Tomar água deixa a derme mais resistente. Hidratar a pele, tanto pela ingestão de água como aplicação de cosméticos, garante maior quantidade de líquido entre as células, o que faz com que toda a estrutura esteja bem sustentada. Isso diminui a quantidade das marcas de expressão que se formam com a idade e vemos em forma de rugas.

Dormir mal

Sem sono adequado não existe reparo. Durante o sono, produzimos hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina e o hormônio do crescimento. Estes hormônios são reparadores. A falta de sono provoca estresse e não dá tempo para o organismo descansar. Resultado: pele sem viço, pálida e com olheiras.

Falta de hidratação

Por mais que o envelhecimento da pele seja biológico, fatores externos influenciam também e podem acelerar o processo. A pele desidrata por agressões externas, como temperaturas extremas, lavagens excessivas ou produtos inadequados, sol e vento. Isso prejudica a barreira da pele, que perde a capacidade de reter água na sua superfície e se torna mais predisposta ao envelhecimento precoce. É importante ter atenção ao produto escolhido, pois cada tipo de pele exige tratamentos individualizados. Além disso, é importante procurar opções que sejam voltados às suas necessidades, ou seja, se você está focado no combate ao envelhecimento da pele, uma dica é investir em produtos anti-idade com propriedades hidratantes. Nesse sentido, ativos como o ácido hialurônico e o silício orgânico, são importantes aliados e ajudam a melhorar a textura da pele, hidratando as camadas mais profundas e estimulando a produção de colágeno.

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