O caminho do meio

Como praticante de yoga há muitos anos, muita gente me pergunta se posso beber, se não posso comer carne, se faço abstinência disso ou daquilo…Eu sempre respondo que quem pratica yoga pode fazer tudo o que quiser.

Mas quando você leva a sério sua pratica de yoga, começa a se tornar mais consciente e percebe que algumas coisas não são boas para você e isto não se generaliza, o que é bom e faz bem pra mim pode não ser tão bom para o outro, é pessoal.

Caminho para a liberdade

Quando pensamos antes de agir, podemos ter reações mais passivas e agir com retidão. Quem te faz parar e colocar as coisas na balança é a inteligência e a consciência (que é muito maior que a soma de inteligência e ego). Essa pausa antes de agir, essa consulta à consciência, é o verdadeiro caminho para a liberdade.

Quando você percebe um erro e não faz nada pra mudar, significa que você está preso aos seus condicionamentos e vai continuar repetindo a história e atraindo situações e pessoas que te façam repetir essa história até que você aprenda a lição. A vida é como a escola, que você fica em recuperação na matéria que ainda não assimilou e só passa para a próxima série, só evolui, se aprender todo o conteúdo anterior.

Ter que voltar ao passado a todo momento e ter que repetir as mesmas histórias, por mais que os personagens sejam diferentes, é um problema; é cansativo. Então, só volte atrás se for para consertar algo. Fora isso, foco no novo, no presente, na evolução.

A ilusão de que se é  livre

O grande problema é que as pessoas acham que já são livres. Poucas têm a capacidade de perceber o quanto suas ações estão sendo direcionadas pelos hábitos e condicionamentos. A grande maioria das pessoas nem se dá conta de que há um padrão dirigindo sua vida e passam 50, 60, 70 anos sendo controladas pelos sentidos. E das poucas que se dão conta, muitas se limitam a dizer “isso é o que sou” e se colocam na posição de vítimas do passado. Não, isso não é verdade! Todo dia a vida te dá uma oportunidade de acordar e fazer tudo diferente.

Quando você pega o que a sociedade, uma situação ou uma determinada pessoa disse que você é e aceita o papel sem questionar, pode passar uma vida inteira sendo quem você não é; representando um papel que não é seu. Daí nascem as tensões e os problemas. É desse estado de ignorância, de não saber quem se é, que derivam todas as demais aflições.

Austeridade

A gente sabe que mudar um hábito não é fácil. É preciso vontade em primeiro lugar e depois muita prática e dedicação para continuar firme no propósito; é preciso austeridade.

A vontade é o que nos faz dar o primeiro passo; é ela que nos faz ir atrás da opção que parece a mais difícil de seguir no início; mas que lá no fundo a gente sabe que é a coisa certa a fazer.

Então, o primeiro passo está dado: eu decidi seguir o caminho da retidão. Mas lembre-se: é só o primeiro passo e você ainda tem um longo caminho pela frente. É preciso disciplina e inteligência para fazer a escolha certa dia após dia. Inteligência não é apenas a capacidade de pensar, mas a faculdade de conhecer e aprender; é a capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações.

Às vezes você pensa: “Ah… só por hoje vou seguir pelo caminho mais fácil. Ninguém está vendo mesmo.”. Mas lembre-se: a pessoa mais importante, que é você mesmo, está presente em cada ação que você realiza, seja ela certa ou errada.

Temos nosso destino nas mãos e as vezes deixamos grandes chances de sermos felizes escaparem, porque alimentamos o lobo errado, como naquela fábula do lobo bom x o lobo mau. Portanto, controle suas emoções para não ser controlado por elas!

PS: este texto não é meu 100% mas o conteúdo fez todo o match com tudo que sou, vivo e acredito. Os créditos são de levepravida.com.br – Aline Mendes

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